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06/01/2014

A Homeopatia nos dias atuais

Numa época de grande progresso técnico-científico na Medicina, quando temos métodos diagnósticos moderníssimos e medicamentos de última geração, contrastando com uma qualidade de vida que ainda deixa a desejar, o que será que a Homeopatia tem a oferecer a seus pacientes?
 
A maioria das pessoas tem a idéia (errônea) que a Homeopatia é uma especialidade antiga, na qual se utilizam ervas e chás (a chamada fitoterapia), que ela é lenta e só atua em casos crônicos e sem gravidade, e nunca nos casos agudos. Muitos pensam que ela só age quando os pacientes acreditam, ou que se deve ter fé para que ela funcione. A fim de que todos possam se beneficiar desta especialidade terapêutica, é necessário que desmistifiquemos essas idéias, que são incorretas. 
 
Na verdade a Homeopatia é uma nova especialidade médica, reconhecida em 1980 pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. Em 1997 comemorou-se no mundo todo o 200º aniversário da homeopatia, "criada" em 1797, pelo médico alemão Samuel Hahnemann. 
 
Quando falamos que Hahnemann "criou" a Homeopatia, devemos entender que ele percebeu, vislumbrou sua potencialidade, e começou a utilizar a "Lei dos Semelhantes" (Similia similibus curentur), que já havia sido descrita há séculos (500 A.C.) pelo Pai da Medicina, que foi Hipócrates. 
 
Como esta lei funciona na prática? Por exemplo, sabemos que o Café é capaz de causar insônia num grande número de pessoas, com um quadro de inquietação e pensamentos ativos. Na Homeopatia utilizamos o mesmo café (Coffea cruda), preparado de acordo com as técnicas homeopáticas (dinamização), e, de forma rápida, suave e duradoura, o paciente se cura de sua insônia. 
 
Muitos se perguntam, como algo que é capaz de causar um sintoma, também é capaz de curá-lo? A explicação é que o medicamento, altamente diluído e dinamizado, fornece um estímulo que causa uma resposta no organismo (reação primária) para que em seguida o organismo produza uma reação vital que vá no caminho contrário a este próprio estímulo (reação secundária), e, consequentemente, contrário a própria doença (a doença é semelhante em seus sintomas, ao medicamento que a cura). 
 
O "segredo" está na técnica de preparação do medicamento, chamada "dinamização". Esta técnica consiste em agitar e golpear o medicamento durante a preparação, contra um anteparo, por um número repetido de vezes, a cada diluição. Este estímulo acarretaria uma modificação estrutural no solvente que carrega o medicamento, e, a partir daí, ele passaria a possuir uma característica terapêutica própria. Quanto mais diluído e dinamizado, mais profundamente atuando na saúde, física e mental de quem o toma. 
 
Explicações teóricas a parte, o que importa é que a Homeopatia funciona realmente, como todos podem comprovar. O argumento de que a Homeopatia funciona como placebo ou sugestão cai totalmente por terra quando comprovamos a eficácia do tratamento em crianças pequenas, ou mesmo animais, os quais não estão sujeitos a fé, nem acreditam ou desacreditam no tratamento que lhes é aplicado. 
 
Um dos grandes trunfos que a Homeopatia possui, (e para o qual a alopatia possui grande dificuldade de tratamento), é a possibilidade de atuação nas doenças enquanto ainda estão na Fase Funcional. 
 
Explicando: a fase funcional das doenças é aquela na qual o paciente apresenta queixas diversas, difusas, como dores, mal estar, alergias, cansaço, estresse, nervosismo, irritabilidade etc. As alterações laboratoriais são mínimas ou inexistentes, e porisso o clínico alopata encontra dificuldade à nível de diagnóstico e tratamento. Apesar de não se detectar nenhuma alteração visível, há um sofrimento real. O paciente na maioria das vezes acaba sendo rotulado como sofrendo do sistema nervoso, recebendo receitas de calmantes (por sinal, os medicamentos mais receitados no mundo), ou vitaminas, que além de não resolver seus problemas, podem torná-lo dependente, e não se trata a real causa de seu mal. A Alopatia é voltada basicamente a tratar LESÕES, após estruturadas (o que aliás, faz muito bem, trata as lesões, e NÃO o que as causou). 
 
As doenças funcionais são a maioria na prática médica de consultório, aproximadamente 70 % segundo pesquisa da Sociedade Francesa de Medicina Funcional, além de acometer também cerca de 20% dos pacientes hospitalizados.
 
Dr. Roberto Debski Médico especialista em homeopatia e acupuntura, psicólogo, coach e trainer internacional em PNL.