Coaching de EMAGRECIMENTO Saiba Mais
Apresentação - Ser Integral Apresentação - Ser Integral Apresentação - Ser Integral

Especialidades

Medicina Ortomolecular
Medicina Ortomolecular

Hoje em dia, muito se tem comentado sobre Medicina Ortomolecular, Radicais Livres e sua importância no processo de envelhecimento e adoecimento. Mas o que significam realmente estes termos? ORTOMOLECULAR vem do grego ORTHOS que significa normal, exato, direito, correto, e a denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por LINUS PAULING, (Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por seus trabalhos científicos e humanitários e pela ênfase com que recomendava o uso diário de vitaminas (principalmente a vitamina C) e minerais.

O objetivo da Medicina Ortomolecular é, ao compreender as inter-relações que ocorrem a nível bioquímico no organismo, poder atuar corrigindo estes mecanismos quando alterados e assim harmonizar, de maneira global, células, órgãos e sistemas. A terapia age suprindo o organismo com os elementos adequados para esse reequilíbrio bioquímico, tendo nele, papéis principais as vitaminas e os minerais. Entendemos que não se trata de uma Especialidade Médica propriamente dita, mas sim de uma utilíssima Forma Terapêutica, de abordagem médica, que pode ser aplicada em todos os ramos e especialidades na Medicina em geral.

E os RADICAIS LIVRES, o que são realmente? Um Radical Livre é qualquer átomo, molécula ou íon que possui um ou mais elétrons livres na sua órbita externa. Esses elétrons livres ou não pareados (não associados) têm uma instabilidade química muito grande e, sendo assim, mesmo tendo meia vida de frações de segundos, são altamente reativos, reagindo com qualquer composto que esteja próximo, a fim de "roubar" desse composto, seja ele uma molécula, uma célula, ou tecido do nosso organismo  o elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações em cadeia de dano celular  e sendo assim chamados de oxidantes.

Daí vem o termo ANTIOXIDANTES , que são as vitaminas e minerais usados para combater esse efeito oxidante prejudicial para o organismo. Existem Radicais Livres de íons metálicos, de Carbono etc., mas, os principais na Medicina são os Radicais Livres de OXIGÊNIO, que são aqueles relacionados com as enfermidades.

No entanto, nós não devemos pensar nos Radicais Livres somente como vilões, pois sem eles seria impossível a vida, por mais paradoxal que isto possa parecer. Expliquemos então: O aparecimento do Oxigênio como elemento da atmosfera terrestre entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, liberado pelas algas verde azuladas, causou a necessidade de readaptação das formas viventes a este gás muito tóxico, pois seus metabolismos não tinham ainda os meios adequados para processar as reações aeróbicas (dependentes de oxigênio). Sendo assim, foi necessário um longo "aprendizado bioquímico" até que fosse possível aos seres tirar proveito desta situação. Consequentemente, o surgimento do oxigênio, (um gás a princípio muito tóxico), possibilitou a posterior solução de dois enormes entraves à expansão da vida na Terra, que eram:

1)  O aspecto do rendimento energético, tornado muito mais eficiente pelo processo respiratório dependente do oxigênio (aeróbico);

2)  A proteção da atmosfera, contra as radiações letais, raios ultravioleta, etc. pela camada de ozônio (forma triatômica do oxigênio). Assim foi possível que se instalasse e evoluísse a fantástica diversidade da biosfera de nosso planeta, como a conhecemos hoje em dia. Os efeitos maléficos do excesso de oxigênio são percebidos no meio ambiente sob forma de ferrugem, desgaste de estruturas, oxidação de alimentos, fermentação etc.. Sendo assim podemos entender a formação de Radicais Livres pelo nosso organismo em condições normais, pois são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas mitocôndrias ("usinas energéticas") das células, a fim de gerar o ATP (energia). Também os Radicais Livres, produzidos pelos macrófagos e neutrófilos (glóbulos brancos de defesa), são usados contra bactérias e fungos invasores do nosso organismo e, sem eles, não teríamos uma defesa adequada contra as infecções.

Existem dois sistemas naturais de eliminação de Radicais Livres, que são os chamados "Varredores” (scavengers) de Radicais Livres, os quais atuam eliminando-os ou então impedindo sua transformação em produtos mais tóxicos ainda. Esses sistemas podem ser divididos em Enzimáticos e em Não Enzimáticos.

O efeito prejudicial dos Radicais Livres ocorre quando eles estão em quantidade excessiva no organismo, ultrapassando nossa capacidade de neutralizá-los com os sistemas antioxidantes enzimáticos que possuímos. Esses sistemas enzimáticos de defesa são compostos pelas seguintes enzimas: Glutation-Peroxidase (que necessita do Selênio), Catalase, e Superóxido-Dismutase (há vários tipos e os 2 principais necessitam de Zinco, Cobre e Manganês), as quais combatem, em nosso organismo os seguintes Radicais Livres: Peróxido de Hidrogênio, Superóxido, Oxigênio Singlet, Íon Hidroxila, Oxido Nítrico e Oxido Nitroso. Já os Antioxidantes Não Enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam ser absorvidos pela alimentação diária, ou como complementos nutricionais.

Os principais podem ser divididos em: Vitaminas Lipossolúveis (vitamina A, vitamina E, beta-caroteno), Vitaminas Hidrossolúveis (vitamina C, vitaminas do complexo B), oligoelementos (Zinco, Cobre, Selênio, Magnésio etc.); os bioflavonóides (derivados de plantas), etc..

Normalmente, em média, 97% do oxigênio advindo da respiração é neutralizado pela cadeia respiratória celular e termina seu ciclo metabólico, transformado em água, mas os 3% restantes são transformados em Radicais Livres, que se não forem adequadamente neutralizados, ou se estiverem sendo formados em excesso, podem vir a ser prejudiciais para nós, causando uma situação patológica chamada de ESTRESSE OXIDATIVO.

Esse Estresse Oxidativo pode ser causado por fatores genéticos, quando nosso sistema de defesa antioxidante não se encontra funcionando adequadamente e, também por fatores ambientais, como por exemplo: o fumo, (a cada tragada aspiramos quantidade incalculável de radicais livres), a radiação (ultravioleta, raios x etc.), excesso de atividade física, intoxicações metálicas, ingestão de gorduras, frituras, carne vermelha, inflamações e infecções, consumo de álcool, estresse físico e mental, entre outros.

Várias doenças hoje em dia são comprovadamente relacionadas à patologia pelos Radicais Livres, como por exemplo: Câncer, Aterosclerose, Artrite, Catarata, Enfisema Pulmonar. Outras doenças se auto-sustentam ou mantém na presença de excesso de Radicais Livres como: Infecções graves, Diabetes, Mal de Parkinson, Alzheimer, enfermidades neurológicas desmielinizantes (Esclerose lateral amiotrófica). A lista cresce conforme os mecanismos das doenças vão sendo melhor esclarecidos.

Como podemos combater ou prevenir o excesso de Radicais Livres? Medidas Gerais são:

1) Evitar exposições prolongadas à luz solar;

2) Evitar exposição à poluição ambiental;

3) Eliminar o fumo;

4) Reduzir o consumo de gorduras e eliminar frituras;

5) Neutralizar o estresse cotidiano (mudar a filosofia de vida, relaxamento, atividade física constante e adequada, mas não excessiva, alimentação saudável).

Medidas Específicas para o combate aos Radicais Livres:

1) Quelação com EDTA (terapia endovenosa usada principalmente em casos de intoxicação por metais pesados como mercúrio, chumbo, alumínio etc);

2) Eenzimas anti radicais livres específicas;

3) ANTIOXIDANTES (vitaminas, minerais, bioflavonóides etc.).

A dosagem direta de Radicais Livres é feita somente de modo experimental e os métodos mais usados são os indiretos, como o HLB, pelo qual, examinando-se uma gota de sangue ao microscópio, verificamos o efeito dos radicais livres na matriz tecidual extracelular (agregados proteoglicans, colágeno, elastina, fibrina), fragmentando-a e produzindo lacunas que serão maiores quanto maior for a quantidade de Radicais Livres presente.

O Teste do Cabelo (chamado Mineralograma), nos mostra se há excesso ou carência dos oligoelementos (minerais) em nosso organismo e também se há excesso dos minerais pesados (tóxicos), orientando-nos mais precisamente em nossa terapêutica.        

Devemos alertar a respeito e contra indicar o uso indiscriminado de vitaminas e minerais como vem sendo feito hoje em dia.

Os médicos que estudam a Terapia Ortomolecular sabem que o uso inadequado de vitaminas, em doses maiores que as recomendadas faz com que essas vitaminas exerçam no organismo um Efeito Pró Oxidante, e elas se tornam produtoras de Radicais Livres!!

Também sabemos que certas vitaminas devem ser combinadas com outras a fim de potencializar seus efeitos. O uso de vitaminas e minerais em doses inadequadas pode ter efeitos colaterais e, sendo assim, vemos que não é tão simples como se faz crer, nem tão inócuo o uso, sem orientação médica, de Antioxidantes.

Dr. Roberto Debski Médico especialista em homeopatia e acupuntura, psicólogo, coach e trainer internacional em PNL.